sexta-feira, 20 de maio de 2011

Semana Mundial Pelo Respeito ao Nascimento

 

 

Iniciado pelo Alliance Francophone pour l'accouchement Respecté (AFAR), a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento é uma oportunidade para levantar vozes internacionais sobre um tema específico relacionado com a promoção do parto respeitoso. AFAR é uma organização sem fins lucrativos fundada em maio de 2003. Um organismo autónomo de cidadãos, que não defende qualquer tipo de dogma ou teoria, e é totalmente livre de linhas filosóficas, médicos, religiosos e políticos do pensamento.

A SMRN acontece todos os anos durante o mês de maio e no Brasil a Rede Parto do Princípio promove exposições de fotos desde 2009 em diversos locais durante o período, além das campanhas de conscientização.

Este ano o tema abordado será “Meu Parto, Meu Corpo, Meu Bebê, A Escolha é Minha!”, e o slogan “O parto é nosso!” foi adotado pela Rede Parto do Princípio para representar o sentimento que queremos transmitir nesta ação.
Fonte: http://progestante.blogspot.com/2011/05/semana-mundial-pelo-respeito-ao.html
Extamente nesse período em que falamos  tanto de respeito ao nascimento eu tive uma experiência de total desrespeito na última terça-feira. Aqui deixo apenas as impressões que tive, pois cabe aos profissionais que estiveram presentes no ato, avaliar o que poderia ser diferente. 
Acompanhei um gestante desde o sétimo mês, ela frequentou algumas palestras dos grupos de gestantes de sua unidade de saúde e acabou aparecendo em minha casa pra pedir suporte durante o parto. Era o segundo filho, e ela tinha uma cesárea anterior. Na terça pela manhã, a bolsa rompeu, fomos até a unidade de saúde onde ela foi examinada e estava com 3cm de dilatação, colo fino e o bebê estava bem. Ficamos ainda um pouco em casa, e as contrações numa boa toada. Fomos para o hospital por volta da 16:00 por desejo do casal. Ela foi recebida pelo plantonista que constatou 4cm, e tudo estava ok. De rotina já fizeram punção da veia e colocaram soro glicosado, por que? Depois ela foi para o chuveiro, onde a enfermeira só apareceu pra aplicar ocitocina, as contrações  estavam intensas e com o um bom ritimo. Depois de quse duas horas no chuveiro, sem comer nada, e sem o bebê ser monitorado nem uma só vez, ela foi examinada e estava com 7cm. Então o festival de absurdos começou. A profissional resolveu aumentar a dilatação manualmente, isso eram mais ou menos 20:40. Disse que se continuasse assim, poderia ainda ver o bebê em meia hora. Forçou e forçou e aplicou um buscopan pra ela relaxar. Depois de uma meia hora tocou novamente e ela foi levada para a sala de parto. Muito assustada com tudo, com puxos dirigidos, a profissional disse que o bebê não descia, e que ela estava fazendo tudo errado, então começou o show de horror, com manobras de kristeller em que uma outra profissional subia em uma escada e apertava a probre parturiente. Ainda com o bebê alto, foi feita uma episiotomia. Nada do bebê descer, e nada de ser monitorado. Depois de todas essas atrocidades, ela foi levada para o centro cirúrgico, por volta das 22:30, para uma cesárea de emergência. O bebê nasceu mal, ficou monitorado, mas não precisou de UTI. Ontem ela teve alta do hopsital, e perguntou pra mim o que lea tinha feito de errado. Essa é pra pensar, e bem na Semana Mundial Pelo Respeito ao Nascimento.

3 comentários:

Isabela disse...

Por que? é só nisso que eu consigo pensar quando leio sobre esses partos "Frank", porque eles ainda acontecem? porque existem profissionais que sentem prazer em fazer esse tipo de parto? Não consigo entender. Sera mesmo que eles não sabem que tudo isso é desnecessário, que existem outras formas de ajudar mulheres em trabalho de Parto. Que a semana Mundial pelo respeito ao nascimento possa conscientizar os profissionais.

Cristiane e Rosângela disse...

Bela, eu também não consigo entender muito isso, mas acredito que muitos profissionais pensam que estão no caminho certo, eles acreditam naquilo que fazem, mesmo que o resultado não seja o esperado por nós. Percebo que é uma realidade que precisa ser mudada aos poucos, passando primeiro pela conscientização. Sabe aquela coisa que a gente nunca viu diferente, como vou poder comparar? Obrigada por se sensibilizar, feizmente mão e bebê já estão em casa e ela está bem e tranquila com sua consci~encia, sabe que fez a parte dela muito bem, e o bebê é lindo e forte.
Beijos

Helena disse...

Não só é de chorar como, de fato, estou chorando mesmo depois de ler a pergunta dela: o que eu fiz de errado?"...